EU SABIA QUE VIRIA. IMAGINAVA QUANDO E TEMIA O MOTIVO. EU NÃO SABIA QUE NÃO PODERIA INTERPRETAR, MAS A PRIMEIRA LÁGRIMA NÃO AVISA QUANDO CHEGA. É PREVISÍVEL SENDO QUE SOMOS SERES HUMANOS E DA MESMA MANEIRA QUE SOMOS FERIDOS, FERIMOS.
A LUTA INTERIOR É DE NÃO DEIXAR DESISTIR PRA VER O QUE ACONTECE DEPOIS. EXISTEM SENTIMENTOS QUE SÃO ALIMENTADOS POR NÓS, OUTROS BROTAM SEM SABERMOS. A LÁGRIMA VEM PRA MOSTRAR QUE O SORRISO É IMPORTANTE E BEM MELHOR.
O QUE MAIS ANGUSTIA É SOFRER CALADO. O GRITO LIBERTA A ALMA. E ESSA SENSAÇÃO DE IMPOTÊNCIA FERE QUE PODE ATÉ FAZER SANGRAR. AFINAL, SE NÃO É PARA ISSO, PORQUE A PASSAGEM FARIA SENTIDO?
SE CHORO, É PORQUE NÃO POSSO GRITAR.
O talento revela-se exactamente porque esconde a sua perfeição.
"Mentes criativas são conhecidas por sobreviverem a qualquer tipo de mau aprendizado."
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
EU FECHO MEUS OLHOS E ACREDITO QUE OS SONHOS AINDA ESTÃO ALI. EU NÃO POSSO VER, MAS ME BASTA SENTIR.
DE TODAS AS LUTAS A MAIOR É SEMPRE A BATALHA INTERIOR. AQUELA ONDE RAZÃO E EMOÇÃO LUTAM ATÉ SANGRAR, E TE TIRAM DA ÓRBITA, A VOAR NA CAUDA DE UM COMETA ATÉ DESAPARECER, OU ATÉ VOCÊ, SEM SABER O QUE FAZER, DEIXAR DE LADO E FAZER DE CONTA QUE ESTÁ DEIXANDO ACONTECER.
O QUE INCOMODA MESMO É O NÓ QUE FICA NA GARGANTA QUERENDO EXPLODIR, EXIGINDO QUE VOCÊ TOME ALGUMA ATITUDE OU EXPULSE OS MONSTROS.
EU ABRO OS OLHOS, ME SINTO IMPOTENTE E SEM DECISÃO, ENTÃO, PEGO A CANETA E DESABAFO.
DE TODAS AS LUTAS A MAIOR É SEMPRE A BATALHA INTERIOR. AQUELA ONDE RAZÃO E EMOÇÃO LUTAM ATÉ SANGRAR, E TE TIRAM DA ÓRBITA, A VOAR NA CAUDA DE UM COMETA ATÉ DESAPARECER, OU ATÉ VOCÊ, SEM SABER O QUE FAZER, DEIXAR DE LADO E FAZER DE CONTA QUE ESTÁ DEIXANDO ACONTECER.
O QUE INCOMODA MESMO É O NÓ QUE FICA NA GARGANTA QUERENDO EXPLODIR, EXIGINDO QUE VOCÊ TOME ALGUMA ATITUDE OU EXPULSE OS MONSTROS.
EU ABRO OS OLHOS, ME SINTO IMPOTENTE E SEM DECISÃO, ENTÃO, PEGO A CANETA E DESABAFO.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
UM CONTO DE CARINHOS
Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.
Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que as fazia murchar e morrer.
Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.
As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.
Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: "Olha, Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum para você".
Antonio ficou admirado e perguntou: "Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?"
E a bruxa respondeu: "Eles podem se acabar e você não os ganhará mais". Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito.
Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar a Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.
As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos foram ficando cada vez mais mesquinhos.
As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quentes e acarinhadas e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções.
Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o Saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.
Daí para frente, sempre que alguém dizia "Eu quero um Carinho Quente", aqueles que tinham medo de perder um suprimento respondiam: "Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio".
A situação ficou muito complicada porque desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.
Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco, sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos os seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.
Outra pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade Carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seus Carinhos de Plástico. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois, sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.
A situação, portanto, ficou muito grave.
Não faz muito tempo uma mulher muito especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque a mulher dava às crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.
As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.
Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiam seu caminho.
Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças e entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?
Roberto Shinyashiki
Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.
Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar uma doença nas costas que as fazia murchar e morrer.
Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.
As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.
Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: "Olha, Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum para você".
Antonio ficou admirado e perguntou: "Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?"
E a bruxa respondeu: "Eles podem se acabar e você não os ganhará mais". Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito.
Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar a Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.
As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos foram ficando cada vez mais mesquinhos.
As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quentes e acarinhadas e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções.
Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o Saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.
Daí para frente, sempre que alguém dizia "Eu quero um Carinho Quente", aqueles que tinham medo de perder um suprimento respondiam: "Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio".
A situação ficou muito complicada porque desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.
Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco, sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos os seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.
Outra pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade Carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seus Carinhos de Plástico. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois, sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.
A situação, portanto, ficou muito grave.
Não faz muito tempo uma mulher muito especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque a mulher dava às crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.
As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.
Os adultos ficaram muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiam seu caminho.
Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças e entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?
Roberto Shinyashiki
MORANGO DA SAUDADE
E SE AMANHÃ EU ACORDAR E NÃO TE ENCONTRAR MAIS AO MEU LADO, FICAREI SEM TEU CHEIRO, SEM TEU CALOR, COM TEU TRAVESSEIRO. MAS TEREI NÍTIDA SENSAÇÃO DE QUE ACONTECEU E VALEU A PENA. O IMPORTANTE SEMPRE SERÁ TER O QUE RECORDAR.E DESCOBRIR QUE TODO ADEUS PODE SER UMA OPORTUNIDADE DE REENCONTRO. A DISTÂNCIA ENTRE O O QUE PASSOU E O QUE VIRÁ VAI DEPENDER DA INTENSIDADE DO AGUARDO.
É COMO O DOCE DE UM MORANGO DA SAUDADE, SABOROSO, LINDO E FINITO. REGAR DIARIAMENTE PARA QUE CONTINUE CONECTADO E NÃO DEIXE DE CRESCER. A OPÇÃO É SUA. A ESCOLHA É DECISIVA PARA OLHAR ADIANTE E SABER O QUE IRÁ COLHER.
É COMO O DOCE DE UM MORANGO DA SAUDADE, SABOROSO, LINDO E FINITO. REGAR DIARIAMENTE PARA QUE CONTINUE CONECTADO E NÃO DEIXE DE CRESCER. A OPÇÃO É SUA. A ESCOLHA É DECISIVA PARA OLHAR ADIANTE E SABER O QUE IRÁ COLHER.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Hoje assim
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Martha Medeiros
terça-feira, 29 de junho de 2010
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